Aurilux pulsa em mármore pálido e canto contido. O silêncio entre as notas pesa mais do que o próprio som. O incenso frio derrama um cheiro mineral que morde o nariz, e as lâmpadas de éter projetam halos azulados nas colunas, como luas presas no templo. Quando você cruza o piso carmim-branco, sente cada passo vibrar nas costelas — não é só a catedral que respira, é algo por baixo dela, tentando acompanhar o compasso.
A relíquia da Ordem do Véu deveria repousar no cofre de prata do sanctum. Em seu lugar, as runas de guarda brilham num azul doente quando sentem a sua presença, cvhgcgfdgesgr — como se reconhecessem a falta. Um sino marca a meia-noite e a nota desce meio tom, errada, arranhando a espinha do coro: dois acólitos erram o andamento, uma noviça cobre os ouvidos, o olhar vidrado como se escutasse uma palavra que não existe. Rumores se adensam como poeira: o culto do Deus do Silêncio corrompe os hinos; a relíquia roubada seria “reafinada” para espalhar uma loucura da palavra — não febre, mas contágio de sentido.
Perto do púlpito, o Arcipreste Valério de Aurilux ergue a cabeça ao perceber o desvio de tom. Sua postura é a de quem segura um fio invisível que mantém a cidade junta. Ele não se aproxima; apenas observa, reservado, como quem mede o risco antes de liberá-lo ou contê-lo.
Ameaças imediatas
- Cada nota fora do lugar reverbera pelos subterrâneos. Se o compasso corrompido se firmar, fiéis suscetíveis podem entrar em transe e provocar pânico em massa nos corredores — e o Conclave acusará o primeiro responsável visível pela falha.
- Nas docas internas, enviados do Círculo Âmbar vigiam com olhos de contábil e punhal: se perceberem fraqueza, vão cobrar “taxas de proteção” e fechar rotas de informação.
- A sombra sob o piso responde ao erro musical. Se você empurrar demais sem cuidado, pode apontar o caminho certo — ou chamar atenção de quem o guarda.
Suas escolhas importam: um passo impensado pode atrasar você e adiantar o culto. Ainda assim, há como corrigir rotas se uma decisão azedar — por enquanto.
Opções de ação
1. Examinar o scriptorium do coro agora, cruzando as partituras mais antigas com as cópias de hoje e escutando o ensaio a poucos metros do sanctum. Você tenta detectar padrões de corrupção e quem os inseriu [[ROLL:1d20|Teste de Investigação para detectar corrupção sutil nas partituras]].
2. Realizar um rito breve de estabilização no limiar do cofre: erguer o seu símbolo do Véu, queimar uma pitada de incenso e alinhar o canto com uma oração baixa. Isso pode conter o desvio por algumas horas e arrancar uma pista das runas. Consequência leve: fadiga espiritual até o próximo descanso curto (percepções menos nítidas por um tempo).
3. Sair da catedral e seguir o rastro do informante do Círculo Âmbar que sumiu ao pôr do sol. Você ouviu que ele deixou “três chaves sem fechadura” numa banca do Claustro dos Mercadores; recuperar esses itens pode abrir um acesso discreto aos subterrâneos, mas atrair olhares perigosos.
Observações do mundo
- NPCs e facções podem contrariar você: o Conclave pode bloquear o acesso ao scriptorium, o Círculo pode inflacionar favores, e o próprio cântico pode devolver respostas enganosas se pressionado de forma incorreta.
- Você pode ignorar essas opções e propor outra abordagem. O cenário reage e se adapta — às vezes a favor, às vezes contra.
Estado inicial de cvhgcgfdgesgr (para referência e uso controlado)
- Equipamento: símbolo sagrado do Véu (foco), maça curta, escudo simples, vestes reforçadas, estojo de incenso (3 cargas), kit de curativos (2 usos), 3 velas de éter, bolsa com 10 denários.
- Orações conhecidas:
- Luz Sagrada (ilumina áreas escuras; livre de custo material).
- Toque de Cura (cura leve de ferimentos; 2 usos antes de um descanso longo).
- Benção do Véu (acalma e fortalece aliados próximos por instantes; 1 uso por cena).
- Sentir Profanação (percebe corrupção litúrgica/inscrita em curto alcance; consome 1 carga de incenso).
Qual será o seu primeiro passo? Se escolher a opção 1, acione a rolagem. Se preferir outra via, descreva — o tempo corre ao compasso do eclipse.
- Examinar o scriptorium do coro agora, cruzando as partituras mais antigas com as cópias de hoje e escutando o ensaio a poucos metros do sanctum. Você tenta detectar padrões de corrupção e quem os inseriu .
- Realizar um rito breve de estabilização no limiar do cofre: erguer o seu símbolo do Véu, queimar uma pitada de incenso e alinhar o canto com uma oração baixa. Isso pode conter o desvio por algumas horas e arrancar uma pista das runas. Consequência leve: fadiga espiritual até o próximo descanso curto (percepções menos nítidas por um tempo).
- Sair da catedral e seguir o rastro do informante do Círculo Âmbar que sumiu ao pôr do sol. Você ouviu que ele deixou “três chaves sem fechadura” numa banca do Claustro dos Mercadores; recuperar esses itens pode abrir um acesso discreto aos subterrâneos, mas atrair olhares perigosos.